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FIES, PROUNI, PRAVALER. Conheça opções e caminhos para chegas à faculdade

Eduardo Martins / blog

FIES, PROUNI, PRAVALER, Financiamento universitário, não importa o nome, o que o estudante precisa é de financiamento para custear o seu ensino superior.

O governo federal possui o programa FIES, mas que possui uma limitação de vagas e uma série de requisitos que precisam ser cumpridos.

Também oferece o PROUNI, que proporciona bolsas de estudo totais ou parciais, também exigindo requisitos e classificação.

O mercado financeiro oferece o programa PRAVALER, que oferece financiamento total ou parcial dos cursos superiores da faculdade, mas a taxa de juros costuma ser bem mais agressiva, se comparada com os programas do governo.

O importante é encontrar um caminho e persistir, seguir em frente e buscar uma forma de concluir a faculdade e obter a graduação em nível superior, um diferencial incomparável do ponto de vista de qualidade de vida e construção de um futuro sólido e feliz.

Neste artigo vamos fazer um passeio sobre as possibilidades de financiamento universitário existentes hoje no mercado, tanto público quanto privado, suas condições, requisitos e variáveis, para que você consiga entender quais os caminhos que estão disponíveis e que passos devem ser dados para chegar ao tão sonhado financiamento estudantil para o nível superior.

Ninguém disse que seria fácil, mas também não é tão difícil assim, basta ter organização e encontrar os caminhos adequados, pois as possibilidades existem e são perfeitamente plausíveis.

FIES – sistema de financiamento público:

Sistema público de financiamento universitário

FIES (Financiamento Estudantil do Governo Federal) ou qualquer outro sistema de financiamento estudantil, parte do princípio de que o agente financiador vai pagar seus estudos e, depois de formado e quando estiver trabalhando, você terá que devolver este financiamento, acrescido dos juros relativos ao contrato firmado que, no caso do FIES, pode ir de ZERO até 6,5% ao ano, sendo substancialmente mais elevado nos casos de financiamento privado.

O FIES é uma política de estado voltada à educação e possui regras bem específicas para esta finalidade.

O FIES distribui aproximadamente 300 mil financiamentos estudantis universitários para que alunos que não conseguiram uma vaga na universidade pública, possam cursar universidades privadas a partir desta modalidade de financiamento.

Os programas do FIES são divididos em 3 níveis:

  • FIES 1: Modalidade reservada para aqueles candidatos com renda familiar bruta mensal de até 3 salários mínimos como teto máximo por pessoa. O diferencial desta modalidade é que a taxa de juros desta é de 0% ao ano. JURO ZERO! O que faz com que este nível seja o mais procurado, primeiro, porque a maior parte da população brasileira se enquadra dentro deste perfil econômico e, em segundo lugar, pela óbvia atratividade do juro ZERO. Aproximadamente um terço das vagas estão disponíveis anualmente dentro desta modalidade;
  • FIES 2: Esta modalidade possui juros igualmente subsidiados, chegando ao máximo de 3% ao ano. A comprovação de renda mensal de até 5 salários mínimos por pessoa é exigida, mas a maior exigência é que o candidato seja morador das regiões norte, nordeste e centro-oeste do Brasil, num programa que pretende favorecer a formação de profissionais de nível superior nestas áreas. São aproximadamente 80 mil vagas anuais dentro desta modalidade de financiamento;
  • FIES 3: Neste nível, a taxa de juros é de 6,5% ao ano e está destinado a todo o País, para candidatos que possuam uma renda familiar bruta de até 5 salários mínimos por pessoa e possui aproximadamente 120 mil vagas anuais disponíveis.

FIES – como conseguir o financiamento:

Quem sabe mais chora menos

FIES é um programa que possui regras bem claras de participação.

São 2 etapas anuais de liberação de contratos, quando a primeira acontece entre os meses de janeiro e fevereiro, momento em que é feita a maior quantidade de liberações.

A segunda etapa acontece entre os meses de julho e agosto, quando se dá a conclusão de liberação das vagas para aquele ano.

Os critérios para escolha dos candidatos contemplados com os contratos de financiamento estão embasados em algumas variáveis, mas a mais determinante é, sem dúvidas, a nota obtida no ENEM.

Além de comprovar uma renda familiar bruta de até 5 salários mínimos por pessoa da família e ter feito o ENEM, a nota obtida é determinante do potencial de conquista do financiamento, não podendo nunca ser inferior a 450 pontos para obter o direito à candidatura.

Na data divulgada pelo MEC, o candidato precisa criar um cadastro base na página específica para este fim no site do FIES SELEÇÃO e criar uma conta com login e senha, pois é a partir deste canal que você vai operar com seu pedido e acompanhar todo o andamento de sua solicitação.

Você já sabe que a nota do ENEM é o fator preponderante, de maior peso na decisão sobre a liberação do financiamento, e quando você se inscreve no FIES você precisa informar qual o curso que deseja e qual a faculdade que pretende.

O FIES oferece um caminho onde o candidato pode pesquisar a disponibilidade de cursos e instituições de ensino que possuem convênio com o programa.

Cada curso tem uma “nota de corte”, um parâmetro médio mínimo para pleitear aquela vaga.

Esta nota de corte é pré-definida pelo MEC, mas vai variando de acordo com as médias de inscrições para cada curso.

Se uma quantidade de candidatos com uma média maior que a sua começar a pleitear aquele curso, é provável que a nota de corte aumente e é preciso estar ligado nesta variação, para que você possa alterar suas opções de acordo com o seu potencial.

FIES – depois da aprovação e classificação do candidato:

Depois de aprovado

Quando o candidato tem sua solicitação classificada, dará início a uma caminhada burocrática exigente e detalhada, mas normalmente, tudo o que é pedido está disponível e o aluno já possui.

São passos burocráticos criados para evitar fraudes ao sistema e, numa primeira etapa, o classificado precisa preencher um detalhado e amplo cadastro que após aprovado, vai encaminhar o aluno até a instituição bancária onde ele preencherá mais documentação e deverá apresentar, ou um fiador, ou aderir a um programa de fiança coletiva, que o próprio banco encaminha.

Depois disto, o banco estabelece a conexão com a faculdade e o caminho está livre para a vida acadêmica do aluno.

Depois de formado, e quando começar a trabalhar, o aluno inicia o pagamento do financiamento nas condições ajustadas no contrato de financiamento.

PROUNI – um programa de estado para facilitar o caminho para a universidade:

ProUni

PROUNI é a sigla do Programa Universidade Para Todos do Governo Federal.

Basicamente, dentro do PROUNI o candidato concorre a bolsas de estudo que variam entre 50% e 100% do valor total da mensalidade da universidade privada que vai receber o aluno e quem paga é o Governo Federal.

Importante entender que PROUNI não é um programa de financiamento, é um sistema de custeio da universidade, onde o aluno não precisa pagar nada após a conclusão do curso, ao contrário do FIES, onde o aluno recebe um financiamento federal, que precisa ser ressarcido tão logo o aluno se forme e comece a trabalhar.

O PROUNI fornece uma bolsa de estudos e, por ela, não é preciso pagar nada ao final, ao menos no caso das bolsas integrais, com 100% do valor da mensalidade.

Para os casos em que o candidato alcança apenas a bolsa de 50%, o valor complementar precisa ser pago diretamente pelo aluno à faculdade ou buscar outra forma de financiamento, inclusive, o próprio FIES.

Para concorrer a uma bolsa do PROUNI o candidato precisa se inscrever nos prazos indicados em divulgação nacional e no site do PROUNI, atendendo a uma lista de critérios:

  • Ser aluno de escola pública;
  • Ter feito a última edição do ENEM;
  • Ter nota no ENEM superior a 450;
  • Ter nota superior a ZERO na redação;
  • Possuir renda familiar bruta de até 3 salários mínimos por pessoa;
  • Professores de escola pública em busca de extensão universitária;
  • Pessoas com necessidades especiais comprovadas.

Caso exista alguma dúvida sobre o potencial do candidato para conseguir uma bolsa do PROUNI, o MEC criou um site onde ele pode realizar um cadastro simulação e saber de seu enquadramento.

Os critérios para distribuição das bolsas do PROUNI:

Não basta preencher os requisitos, e tirar 450 no ENEM também não é garantia de conquista de uma das bolsas do PROUNI.

Inicialmente, o que determina se o candidato pode concorrer a uma bolsa integral ou parcial é a renda.

Com rendimento bruto mensal de até 1,5 salários mínimos por pessoa, o candidato está apto a pleitear uma bolsa de 100%.

Com renda superior a 1,5 salários mínimos, mas inferior a 3 salários mínimos mensais por pessoa, o candidato pode pleitear bolsas de 50% do valor da mensalidade, tendo que custear o restante com seus próprios recursos ou buscar um financiamento.

A nota de 450 também não é garantia de classificação, pois se trata de um processo competitivo e, como no caso do FIES, existe uma “nota de corte”, que é definida pela nota mais baixa do último candidato classificado para aquele curso naquela faculdade.

A nota de corte varia de acordo com as inscrições e, normalmente, os cursos mais procurados costumam possuir notas de corte mais elevadas e é preciso estar sempre atento à estas variações durante o processo seletivo.

O governo disponibiliza um site onde é possível realizar uma simulação de seu potencial de conquista de uma bolsa do PROUNI, bem como um financiamento do FIES.

Os resultados das classificações do PROUNI:

Depois de encerrados os períodos de inscrição o programa inicia a classificação através das maiores notas do ENEM e as vagas vão sendo preenchidas em primeira opção.

O candidato que consegue classificação em sua primeira opção perde o direito de concorrer na segunda opção.

Depois de ocupadas as vagas de primeira opção o programa abre a classificação de vagas remanescentes e de segunda opção.

Também existe um mecanismo chamado LISTA DE ESPERA, onde os candidatos podem manifestar seu interesse em ficar esperando, caso algumas das vagas classificadas não sejam confirmadas e preenchidas.

Todo o acompanhamento dos resultados pode ser realizado através do site do programa que, no tempo adequado, disponibiliza a relação dos classificados.

Se preferir, o candidato também pode consultar seus resultados através do fone 0800 61 61 61.

SISPROUNI – o que é e qual o objetivo:

O PROUNI possui um sistema informatizado próprio, integrando todos os agentes do programa, onde todos os dados de desempenho do bolsista são informados, diretamente pelo coordenador do PROUNI na universidade onde ele estuda, para que seu desenvolvimento seja controlado, já que é necessário um desempenho mínimo para manter o direito à bolsa oferecida pelo programa.

Bolsa permanência do PROUNI é uma vantagem diferencial para o segmento científico:

Esta modalidade é reservada aos alunos que conquistaram a bolsa integral do PROUNI e possuem esta possibilidade de subsídio à iniciação científica, onde é possível conseguir uma extensão do valor da bolsa, visando cobrir os custos de manutenção e permanência do aluno em sua atividade estudantil.

PRAVALER e financiamento privado para o ensino superior:

PRAVALER – Crédito Universitário

Caso você não consiga um enquadramento em algum dos programas do governo, nem mesmo sua inclusão numa universidade pública e, muito menos, uma bolsa de estudos total ou parcial, ainda resta buscar um financiamento junto às instituições privadas.

É bom compreender que estas instituições privadas, os bancos, trabalham com financiamentos e isto implica a cobrança de juros, o que tende a encarecer o custo da faculdade e precisa ser pago, caso contrário, esta pode ser uma dívida que acompanhará o candidato por um longo tempo após a formatura.

De qualquer forma, o sistema PRAVALER da IDEAL INVEST, uma empresa brasileira que atua no mercado financeiro e que foi adquirida pelo BANCO ITAÚ, atual administrador do programa, é uma opção que possui um número representativo de adeptos.

Os juros deste programa mantêm uma média em torno de 2,20% ao mês, dependendo das condições contratuais e alguns descontos podem ser conseguidos, desde que a universidade tenha isto previsto com a instituição financiadora.

A forma de pagamento também depende do acerto contratual entre o aluno, a financiadora e a universidade.

Normalmente, é possível optar pelo pagamento da metade do valor da mensalidade acrescido dos juros e IOF.

O contrato é renovado a cada semestre e o pagamento das parcelas pode ser cumulativo, iniciando ao final do curso, ou periódico, a partir do primeiro mês de forma fracionada.

O programa PRAVALER possui um portal que traz todas estas informações e aponta os caminhos a serem percorridos para conseguir este tipo de financiamento.

Financiamento estudantil BRADESCO:

Crédito universitário Bradesco

O Bradesco se notabiliza por fornecer um crédito específico para o ensino superior.

O banco oferece uma condição de pagamento que é equivalente ao dobro do tempo do curso.

Cada semestre pode ser financiado em até 1 ano (12 meses), com o valor da parcela do financiamento sendo igual à metade do valor da mensalidade da universidade, metade esta, acrescida dos juros e do IOF, juros que podem oscilar de acordo com o mercado, mas ficando numa média de até 2,75% ao mês.

Em termos práticos, se o aluno financiar todo um curso de 4 anos, com tudo correndo bem, pagará todo o seu financiamento em 8 anos.

O Bradesco possui uma relação de instituições de ensino conveniadas, com as quais estabelece o programa de financiamento.

Financiamento estudantil do SANTANDER:

Crédito Universitário Santander

O BANCO SANTANDER anuncia que está “aprendendo” a operar neste setor e, portanto, ainda não oferece financiamentos para a graduação, apenas para programas de extensão universitária, para quem pretende fazer uma pós-graduação, por exemplo.

Para acessar o financiamento do Santander é preciso possuir uma conta.

O pagamento do financiamento pode ser realizado em até 36 meses e a taxa de juros é variável de acordo com o mercado, mas mantém uma média em torno de 2 a 2,5% ao mês.

Financiamento direto com a universidade:

Financiamento direto

Algumas universidades evoluíram tanto em seu perfil empresarial que desenvolveram caminhos próprios para financiamento total ou parcial dos cursos que disponibilizam.

Os níveis de financiamento, bem como as condições e requisitos variam de acordo com cada instituição, mas a maioria delas costuma financiar até 50% do valor do curso, o que significa 50% de cada mensalidade.

Algumas outras instituições podem financiar até 75% do valor do curso, mas são mais raras estas possibilidades.

Normalmente, se trata de um processo seletivo, que envolve o cumprimento de certos requisitos, como renda per capita máxima de 2 ou 3 salários mínimos na família, alguns critérios de desempenho acadêmico também costumam ser exigidos, mas normalmente é um caminho razoavelmente fácil para quem precisa de um apoio complementar com as finanças para a sua graduação.

Os juros também variam de acordo com a instituição, mas costumam ser bem mais atrativos que as opções de crédito pessoal disponíveis no mercado, ficando em torno dos 2 a 2,5% ao mês.

Conseguir um caminho para cursar uma universidade é uma vitória:

A maior de todas as conquistas

ENEM, PROUNI, FIES, Financiamento bancário, qualquer caminho é válido para conquistar uma formação em nível superior e vencer a barreira do conhecimento, graduando seu perfil e elevando o seu patamar de desempenho profissional.

Tudo isto melhora a qualidade de vida e, portanto, deve ser visto como um investimento prioritário na vida de todas as pessoas.

Inicialmente, o fundamental, é se esforçar em todas as etapas do estudo, levar a sério o que aprende na escola, cursar com vigor o ensino médio e buscar uma nota representativa no ENEM, pois a partir desta melhor classificação, o candidato terá melhores condições de concorrência dentre todas as possibilidades disponíveis para cursar uma faculdade de forma mais facilitada, menos dolorosa e sofrida.

De qualquer maneira, o caminho é estudar sempre, ter a consciência da importância do conhecimento como elemento transformador e fonte de evolução humana, para que cada um possa ajudar à sociedade e, acima de tudo, possa ajudar a si mesmo, na busca pela felicidade.